Rede Marista de Solidariedade

A Rede Marista de Solidariedade possui três focos de atuação: promoção e defesa dos direitos de crianças e jovens e educação para a solidariedade. Mantendo sempre a clareza de que o acesso aos direitos é universal, a RMS dedica especial atenção a crianças e jovens que vivem em diferentes situações de vulnerabilidade e, consequentemente, correm um risco maior de ter seus direitos violados.

Na RMS, a promoção de direitos consiste no acesso ao direito – com qualidade e continuado -por meio do atendimento direto a crianças e jovens em nossas 26 Unidades Sociais que oferecem serviços de educação formal (Educação Infantil, Ensino Fundamental 1 e 2 e Ensino Médio) e o Conviver Marista.

A promoção dos direitos contempla as ações que contribuem para a construção de cenários mais favoráveis, no futuro, para a prevalência dos direitos humanos nos territórios onde atuamos e para além deles, aprofundando a reflexão-ação sobre diversos paradigmas éticos e políticos dos direitos humanos, tais como a universalidade dos direitos, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho, o pluralismo cultural e político, a não discriminação, a participação, a proteção especial diante das violações de direito, a garantia à sobrevivência e ao desenvolvimento, a prevalência do superior interesse infanto-juvenil, entre outros preconizados em documentos normativos internacionais e nacionais.

Já no que diz respeito à defesa de direitos, a RMS protagoniza iniciativas de anúncio dos direitos traduzidas em ações educativas, informativas ou de incidência política. Nessa dinâmica, engloba-se tanto a articulação em rede como a representação nos espaços de controle social, na busca da incidência na formulação e na execução das políticas públicas, bem como no seu impacto social, para a garantia e o pleno desfrute dos direitos, contribuindo, assim, para a consolidação de uma sociedade mais justa e digna.

Para nós, educar na e para a solidariedade envolve processos e práticas que oportunizam a sensibilização e a vivência, possibilitando níveis de interação e engajamento com pessoas e realidades. Significa, ainda, contribuir para a formação de sujeitos críticos, que querem e podem tornar-se atores, defender interesses coletivos, explicar e combater os mecanismos que engendram a violência, a miséria e a exclusão. Educar para a solidariedade é essencialmente “aprender a ser” e “aprender a viver juntos e com os outros”, tendo por base a descoberta do outro, e, ao longo da vida, desenvolver projetos comuns.